Centro Oriental Kuan Yin

  • Início
  • QUEM SOMOS – WHO WE ARE
  • Contato
<

Jung falava com “mentores espirituais”

Outros Assuntos/ Psicologia e Psicossomática/ Vidas Passadas

Por José Joacir dos Santos

Por décadas, a psicologia no Brasil foi aliada daqueles grupos que atuavam contra as atuais Práticas Integrativas de Saúde. Tudo o que não era assinado por um médico era considerado, desde a ditadura militar de 1964, de prática illegal da medicina ou bruxaria. O contraste é que a própria psicologia não era chamada por todos como medicina. Em outubro de 2009 esse mundo caiu. A família do médico Carl Gustav Jung decidiu publicar o Livro Vermelho (Liber Novos) dele, escondido em um cofre bancário na Suíça por mais de 40 anos. A família temia que o conteúdo do livro causasse espécie, e causou. Em 2026, ninguém se arrisca a contestas os estudos de Jung citados naquele livro.

O livro veio para escancarar as portas, para dizer claramente que ninguém pode ditar o que deve ou não deve o ser humano sentir no fundo de sua alma, gravado na sua mente. Jung e Freud eram amigos e como estudiosos da mente humana compartilhavam e discutiam horas todos os assuntos, até que Jung percebeu certa resistência da parte de Freud sobre assuntos relativos à espiritualidade. Enquanto Freud focava na biologia e na repressão de traumas, Jung expandia a psicologia para o campo da espiritualidade e dos mitos.

Depois de romper relações com Freud por não concordar que todos os traumas vem da sexualidade, Jung abriu sua mente para a investigação sem fronteiras pré-determinadas. Outro motivo de tal afastamento teria sido o fato de que Freud decidiu investigar os efeitos da cocaína. Ele chegou a pensar que a cocaína seria o “remédio” para os transtornos mentais. Mas, ao contrário, Freud viu com seus próprios olhos o afastamento de amigos importantes no estudo da psicologia e também a perda de pessoas próximas por causa do vício da droga.

O primeiro grande baque dos pseudos “donos” da psicologia ocorreu quando deram de cara com a narração das conversas que Jung afirma ter tido com os espíritos de Filemon, Elias e Salomé. Jung chama Filemon de seu guia espiritual, expressão que fazia psicólogos torciam o nariz em um país rico em manifestações mediúnicas como o Brasil. Só Chico Xavier publicou mais de 450 livros, muitos dos quais já foram traduzidos para outros idiomas. Graças ao Chico, muitos médicos já admitem as comunicações psicografadas na imensa literatura sobre isso produzida no Brasil e em diversos países. Há inúmeras publicações psicografadas de médicos que agora trabalham do outro lado da vida.

Por não ter outra palavra mais fácil na sua lingual original, Jung chamou seus contatos com os espíritos de “imaginação ativa”. Se ele estivesse vivo hoje saberia muito bem que isso se chama mediunidade. Do mesmo jeito daquilo que chamamos de mediunidade, Jung entrava em estado meditativo e esse relaxamento mental permitia o contato direto com seus mentores, em diálogos reais, tais como acontece com muitos médius. Ele diz em seu livro que essas conversas aconteciam até quando ele caminhava por seus jardins. Evidentemente que Jung já tinha essa habilidade, mas ela só veio a aflorar com a idade, o amadurecimento e o intenso estudo a que ele se submetia.

Filemon ajudou a Jung a compreender que “existem forças no inconsciente que têm vida própria e não são criadas pelo ego”, como se pensava na Europa da época. A edição em espanhol do Livro Vermelho facilita na quebra de qualquer dificuldade na tradução direta do alemão antigo. Vale a pena mergulhar nessa leitura, inclusive no simbolismo dos desenhos e imagens feitas por Jung. Modesto, dir-se que, “quando perguntado em 1935 sobre quem era realmente Filemon Jung respondeu: apenas eu mesmo. Ele via a entidade como uma manifestação do que ele chamava de Self (eu mesmo)”. E todos sabemos que as entidades de manifestam de acordo com a afinidade, isto é, pela unidade superior que habita no inconsciente coletivo. Quem, na espiritualidade, não sabia do drama de um médico em busca da compreensão e da cura para os males da mente (ou do espírito)? Quem não sabia da carência profunda dessa compreensão para o bem-estar da humanidade? Jung foi a “presa” fácil, graças a Deus.

 

joacirpsi@gmail.com

em 06/08/2026

Medicina Oriental Vidas Passadas Terapia Reiki Terapia Floral Xamanismo Fitoterapia Musicoterapia Oriental Psicologia e Psicossomática Monografias Agenda de Cursos Outros Assuntos Contato

Joacir

Email

Copyright © 2014 - Design by Internet Hotel. Todos os Direitos Reservados.