Centro Oriental Kuan Yin

  • Início
  • QUEM SOMOS – WHO WE ARE
  • Contato
<

Manjushri, o mestre da sabedoria mental milenar

Outros Assuntos/ Psicologia e Psicossomática/ Vidas Passadas/ Xamanismo

Por Jose Joacir dos Santos

Na simbologia oriental e asiática, todo ser espiritualista sentado ou em pé numa flor de lotus significa que esse ser está alinhado com a egrégora da compaixão e do perdão. Por que há tantos seres, tanto no budismo com em outras religiões conectados com a compaixão e o perdão? Pelos milênios de aprendizado em inúmeras encarnações. O próprio Jesus pregava a compaixão e o perdão como caminhos para a libertação do ser espiritual eterno que vive em cada um de nós e que as religiões neo-cristianizadas chamam de “salvação”. A tal salvação ou libertação da roda do carma é um trabalho individual. Ninguém consegue salvar ninguém, por mais que queira e se esforce.

Uma das mais importantes entidades orientais e budistas é Manjushri. Ele navega entre o céu e a terra há milênios, conduzindo inúmeras egrégoras de compaixão e perdão. Já saiu da roda do carma e por isso não encarna mais no corpo físico. A sua evolução espiritual o levou à posição de Bodisatva, isto é, o ser que alcançou o grau mais elevado na espiritualidade. Além disso, a sua especialidade é despertar a sabedoria. Empurrar os espíritos originários da terra para o caminho da evolução e clareza da mente (estado de consciência do espírito, o despertar).

Assim com o Arcanjo Miguel, Manjushri se apresenta com uma espada (de luz) na mão direita. Essa espada, erguida corretamente, simboliza o poder da sabedoria transcendental que corta a ignorância e as ilusões, apontadas no budismo como a raiz de todo o sofrimento. A lâmina representa uma ferramenta afiada que separa o discernimento da confusão mental (a luz da sabedoria). A espada é frequentemente flamejante, indicando que a energia da sabedoria queima a escuridão do desconhecimento. Não é uma arma para ferir outros, mas um símbolo de transformação interior e clareza mental.

As imagens e pinturas nos templos antigos mostram Manjushri com auréola verde e dourada ao redor de sua cabeça, simbolizando a natureza ilimitada do despertar da consciência espiritual (nirvana).

Sentado sobre a flor de lotus, com a espada de luz na mão, simboliza o seu engajamento nas atividades compassivas e no ensino da sabedoria: Reconhecer a dor, a vulnerabilidade ou a dificuldade alheia sem julgamentos; Fazer algo concreto para ajudar, como prestar suporte emocional, auxiliar em tarefas diárias ou cuidar de pessoas doentes, enlutadas, abandonadas, perseguidas; Entender que o bem-estar coletivo é uma responsabilidade compartilhada e necessária da sociedade, muito comum em contextos de saúde e cuidados paliativos (como nas comunidades compassivas); Direcionar esse mesmo cuidado e paciência para si mesmo, respeitando seus limites.

Muitas das estátuas de porcelana antiga e pinturas das entidades que já atingiram o estágio maior da evolução mostram certos tecidos, como se fossem cachecol de seda enrolado no pescoço, de várias cores e formatos. Eles representam movimento, vitalidade, a fluidez livre da energia, a iluminação. Lá no começo da minha caminha, várias vezes me perguntei, diante da imagem de seres iluminados, por que eles exibiam joias… Aprendi!

Algumas também exibem objetos como se fossem joias, colares, brincos e amuletos cravejados de pedras preciosas, simbolizando o adorno da virtude (Sila em sânscrito e páli) e representa a conduta moral correta, sendo a base essencial para todo o caminho espiritual e a meditação. No budismo é chamado de Nobre Caminho Óctuplo, englobando a linguagem correta, a ação correta e o modo de vida correto. Funciona como um escudo contra o sofrimento e o caos mental, gerando paz interior e clareza para a prática meditativa. Baseia-se na intenção pura de não causar danos (ahimsa) a si mesmo e a nenhum outro ser vivo. Manjushri também apresenta uma coroa de cinco folhas ornamentadas que representam a purificação dos cinco venenos: ignorância, raiva, apego, orgulho e inveja.

A conduta moral correta significa não causar sofrimento a si mesmo nem aos outros, baseando-se na compaixão, na sabedoria e não em dogmas, crenças ou medo de punição. Por exemplo, não matar, não roubar, não mentir, evitar a má conduta sexual, isto é, agir com responsabilidade, respeito nos relacionamentos consensuais, sem causar dor ou exploração.

Quando a entidade diz que você use a sua espada está dizendo que você use a sabedoria e transforme ela em espada de luz sobre a ignorância do momento em que você está vivenciando.

A estátuas são como livros em outro formado. A intenção é você se espelhar na sabedoria que eles tentam transmitir porque o objetivo é  você atingir a sua iluminação. Eles já atingiram…

joacirpsi@gmail.com

22/08/2026

 

Medicina Oriental Vidas Passadas Terapia Reiki Terapia Floral Xamanismo Fitoterapia Musicoterapia Oriental Psicologia e Psicossomática Monografias Agenda de Cursos Outros Assuntos Contato

Joacir

Email

Copyright © 2014 - Design by Internet Hotel. Todos os Direitos Reservados.