Por José Joacir dos Santos
Eu não sou contra nenhuma igreja, mas não sou cego nem negacionista. Ao longo de minha vida, me dediquei a estudar todas elas e sou inteligente o suficiente para perceber os erros de cada uma e não os acobertar. Como ser fiel a uma igreja que comete erros grosseiros em nome de Jesus, envolvendo o meu nome, a minha fé, o meu dinheiro, discriminando pessoas.
Em meus livros “Abuso Sexual Espiritual é Real”, que trata das mais diferentes formas de vampirismo, e “Prazer entre homens”, que apresenta um relato histórico sobre a perseguição da igreja contra homens, especialmente contra a sexualidade masculina, dá para ter uma idéia daquilo que se transformou o cristianismo a partir do terceiro século após a crucificação de Jesus.
O ensinamento de “amai-vos uns aos outros” foi substituído pelo ódio e perseguição dentro da própria igreja católica até depois do “descobrimento” do Brasil pelos portugueses contra homossexuais, ciganos, negros escravizados, mulheres que só serviam para procriar, índios considerados sem alma etc.
Atualmente, a perseguição vem dos chamados “evangélicos”, não necessariamente puros cristãos. São os que se aproveitam da igreja para implantar seus planos diabólicos, do mesmo jeito que aconteceu com a igreja católica que foi trazida pelos portugueses em 1500. Na carência de pessoal, a igreja em Portugal, dos anos 1400 em diante, passou a consagrar qualquer pessoa que batesse na porta como padre.
E os aproveitadores malignos encheram os conventos e mosteiros. Hoje, no Brasil, evangélicos do bem se deixaram invadir pelos falsos cristãos ávidos de dinheiro, riqueza e cargos públicos com o objetivo de materializar seus planos diabólicos em nome da igreja e dos bons cristãos. Pastores têm aviões, helicópteros e outras riquezas. Eles erguem templos imensos porque quanto mais gente mais dinheiro entra. É muito fácil manipular pessoas carentes, medrosas, pobres de espírito, desamparadas socialmente.
No ano 480, nasceu em Núrsia (atual Norcia), na Itália, aquele que se chamaria São Bento. Desde muito cedo, ele era um homem que se dedicava facilmente a orações, meditações e conexões espirituais. Aos 20 anos de idade, conheceu um monge que o influenciou a meditar e assim ele o fez. Teria passado cerca de 3 anos em uma gruta, isolado. Embora a história seja contada pela Igreja Católica, São Bento parecia ser uma daquelas pessoas que o universo providencia a reencarnação para enfrentar, cara a cara, as forças do outro lado da luz. Assim ele era. Quando saiu da caverna foi acolhido em um mosteiro. A inveja dos residentes, todos religiosos, não demorou a se expressar. Aquele homem simples, que a comunidade passou a procurar em vez daqueles que ali já residiam, passou a ser o centro da atenção. Eles queriam se livrar de São Bento o mais rápido possível. Assim, alguém colocou veneno no copo de vinho de São Bento. A taça se quebrou quando ele tocou nela. São Bento já tinha desenvolvido a vidência e quando a taça se quebrou ele disse para os seus colegas de mosteiros presentes naquele momento: “Deus tenha compaixão de vós, irmãos”.
Aquele incidente aprofundou mais ainda a vontade latente que São Bento já trazia consigo. Foi a peça-chave que ele precisava para escrever um livro sobre regras de um convento e fundar instituições dentro daquelas normas. Os mosteiros beneditinos logo se espalharam e as mulheres foram também acolhidas como monjas. A líder desse movimento foi uma jovem nascida na mesma província onde nasceu São Bento e que adotou o nome de Santa Eclesiástica. Essa história é muito longa e tomara que você se interesse em pesquisá-la. Dizem que São Bento foi picado por cobras e o veneno delas não fizeram efeito algum no monge.
O mundo inteiro conhece a medalha de São Bento, cuja egrégora espiritualista continua mais viva do que nunca, mesmo fora da Igreja. A medalha, como todo talismã, quando usada com fervor, pode ter seus efeitos curadores porque o universo não quer saber se é uma medalha, uma vela, uma planta, um papel, um símbolo. Para o universo sagrado, o que vale é a fé, a vontade de se expressar e invocar. A medalha é codificada em Latim. Em resumo, a medalha diz: Comigo você não tem força (Satanás). Beba seu próprio veneno. Veja o que a medalha lhe diz:
Nas medalhas mais antigas se encontra a figura do santo desenhada, com a frase em latim: “Eius in obitu nostro presentia muniamur” (que na hora de nossa morte, tua presença nos proteja). Atualmente, é comum lemos, junto da imagem de São Bento, a seguinte frase: Crux Sancti Patris Benedict (Cruz Santa do Padre Bento) ou, ainda, somente “Sanctus Benedictus” (São Bento).
No verso da medalha, vemos a figura da cruz de São Bento com as seguintes inscrições:
CSPB – Crux Sancti Patris Benedicti (A Cruz do Santo Padre Bento)
CSSML – Crux Sacra Sit Mihi Lux (A Santa Cruz Seja Minha Luz)
NDSMD – Non Draco Sit Mihi Dux (o dragão não é o meu guia)
VRS – Vade Retro Satana (vai, retroceda Satanás)
NSMV – Nunquam Suade Mihi Vana (Seus conselhos são em vão)
SMQL – Sunt Mola Quae Libas (Existem moinhos que fazem oferendas, eu não faço)
IVB – Ipse Venana Bibas (Você é quem bebe seu próprio veneno).
joacirpsi@gmail.com
25/10/2026
