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Pine, o floral para culpa e autocrítica

Fitoterapia/ Psicologia e Psicossomática/ Terapia Floral

Por José Joacir dos Santos (*)

A Terapia Floral é conhecida em todo o mundo livre de expressão popular. Os remédios florais do Dr. Edward Bach e sua história pessoal como médico em grande consultório de Londres, Reino Unido, tornaram-se conhecidas a partir de 1928 quando ele lançou as primeiras essências florais. Em outubro de 1935, o sistema de 38 essências tornou-se completo. A partir de 1983, Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidos, passou a recomendar a todos os países que facilitassem o uso dos florais e de outras terapias do conhecimento popular. No início dos anos 1990 os florais de Bach chegaram ao Brasil e enfrentaram grande oposição por parte de entidade nacional de médicos, conectada com a ditadura militar implantada no país em 1964. Autoridades brasileiros consideram florais como complemento alimentar e quem administra isso é o Ministério da Agricultura. Na Europa, na maioria de suas línguas nativas, a palavra remédio não pertence e nem é exclusividade dos medicamentos alopáticos. Por isso que o Dr. Bach usou a palavra remédios para suas essências florais. O judiciário brasileiro usa a palavra remédio para definir normas e regras jurídicas: remédio é a “ferramenta legal usada para proteger, defender ou recuperar os direitos de um cidadão. Assim como o remédio da farmácia serve para curar uma doença do corpo, o remédio jurídico serve para curar ou corrigir uma injustiça, uma ilegalidade ou um abuso de poder cometido pelo Estado ou por outra pessoa”. Portando, chamamos florais de remédio floral.

As terapias advindas do conhecimento popular, inclusive dos povos originários brasileiros, eram consideradas como “coisas do demônio” ou charlatanismo. O primeiro governo do presidente Lula, deu continuidade às iniciativas do governo do presidente Fernando Henrique e passou a reconhecer as chamadas terapias alternativas ou complementares. Em 2018 a Terapia Floral, entre outras terapias, foi reconhecida pelo Ministério da Saúde, como parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), passando a ser oferecidos também no âmbito do SUS. O Brasil é um dos maiores produtores de essências florais do planeta, graças a sua rica biodiversidade. Os Florais de Saint Germain, talvez o mais completo sistema de florais do Brasil, utiliza flores da Mata Atlântica brasileira. Os florais atuam nos corpos energéticos do indivíduo, conectados ao corpo físico pelos sete principais chácras.

Cada uma das 38 essências dos Florais de Bach tem suas propriedades terapêuticas, com base em flores européias. Hoje vamos falar de PINE (pinho, Pinus sylvestris, pinheiro silvestre). Pine é tradicionalmente utilizada para ajudar pessoas que sofrem de culpa profunda, autocrítica excessiva e autorreprovação, mesmo quando não têm culpa. Propriedades – Culpa e Autocrítica: Alivia sentimentos persistentes de culpa e a tendência de assumir a responsabilidade por erros cometidos por outros. Perfeccionismo: Trabalha o hábito de ser excessivamente rigoroso consigo mesmo e de nunca se sentir satisfeito com as próprias conquistas. Sentimento de Indignidade: Ajuda a dissipar sentimentos de baixa autoestima associados a ações passadas ou a falhas percebidas. Resultados Positivos – Autoaceitação: Estimula o autoperdão e uma avaliação realista de si mesmo. Amor-próprio: Promove liberdade interior, humildade sem autopunição e um senso equilibrado de responsabilidade pessoal.

É recomendável que a pessoa procure um (a) terapeuta floral para receber as recomendações necessárias para o uso de florais. Ninguém consegue ver os próprios problemas e necessidades emocionais sozinho. Os florais atuam nos corpos energéticos despertando a consciência. O uso sistemático, ou seja, terapêutico, propicia bem-estar porque florais formam excelente parceria com tratamentos alopáticos e não interferem em remédios alopáticos. O Brasil já acumula grande e positiva experiência com o uso de florais em todo o território brasileiro.

A recomendação é a de que terapeutas utilizem os florais originais, com vidros lacrados. Muitos sites dos Estados Unidos continuam a afirmar que floral é homeopatia, mas isso é falta de conhecimento. A grande vantagem dos florais é a ausência de efeitos colaterais e podem ser absorvidos em gotas, debaixo da língua. As gotas podem ser administradas em água para gatos e cachorros. Quando diluído, recomenda-se o uso de álcool de uva e jamais a glicerina.

(*) fundador da Associação dos Terapeutas Florais do Distrito Federal, em 2003.

joacirpsi@gmail.com

em 06/09/2026

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