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Por que a procedência de chás, ervas, frutos e alimentos é crucial?

Fitoterapia/ Medicina Oriental/ Outros Assuntos

Por José Joacir dos Santos

O pão integral que você como pode não ser integral. O leite de coco importado pode nem ter rastros de carne de coco. Nunca, na história da humanidade, foi tão importante saber a procedência de chás, ervas, frutos e alimentos em geral. Antigamente a gente confiava em feirantes, vendedores ambulantes, mercearias e supermercados porque acreditava que tudo era saudável e que quem produzia se preocupava com isso. Toda essa crença mudou. Se você buscar na internet informações sobre Leite de Coco vai descobrir que as dez mais famosas marcas daquele produto nos supermercados estão cheias de acrotóxicos e aditivos prejudiciais à saúde. Algumas latinhas nem leite de coco tem.

Outra pesquisa para deixar você de queixo caído é sobre o pão quadrado que vem em saquinhos nos supermercados. Doze das mais famosas marcas vendidas nos grandes supermercados dos EUA não têm nada a ver com o que a embalagem diz que tem. Eles usam todo tipo de conservante, quatidades exageradas de sal, açúcar e outros produtos químicos. Pesquisadores mostraram videos da pesquisas. É chocante! Imagine você comprar pão envenenado para sua família todo dia. Mas a lista não para por aqui. A que mais me chocou foi a de chás. A prateleira de chás é uma das que mais visito nos supermercados. Não só dos supermercados comuns, de produtos baratos, mas, também, daqueles que dizem oferecer produtos orgânicos, limpos e saudáveis. Geralmente esses são os que vendem mais caros. O chocante foi ver pesquisadores examinarem aqueles chás e encontrarem muita coisa imprópia à saúde nas marcas mais famosas e, pasmem, mais antigas do mercado. A mesma coisa ocorre com yogutes.

Eles operam assim: compram marcas famosas e genuinas, geralmente de produção familiar, mantém os rótulos ou embalagens dos antigos proprietários e mudam o produto que vai dentro. Enchem os saquinhos com ervas baratas e produzidas em países sem inspeção nenhuma de qualidade, segurança alimentar, ausência de contaminantes tóxicos e preservação dos nutrientes essenciais para a saúde humana. Até fezes de rato já foram encontradas em arroz, lentilha, trigo…

A responsabilidade pelo rastreamento da origem dos alimentos não é só dos órgãos governamentais federais mas de toda a cadeia alimentar nacional e isso envolve municípios. A maioria dos prefeitos não atua a favor do seu próprio município. A qualquer problema que se apresenta eles dizem que a culpa é do governo federal. A responsabilidade é também de importadores e produtores. Por que será que o Brasil, rico em produção de coco, precisa importer leite de coco da Tailândia, onde a maioria é cheia de outras coisas menos coco? O produtor é o principal interessado em ter seu produto com qualidade e segurança alimentar, mas isso envolve muita coisa, inclusive a ignorância e a ganância pelo dinheiro fácil e rápido. A segurança e a qualidade dos produtos envolvem o exame do solo para a verificação da ausência de metais pesados nocivos e qualquer outro tipo de produto tóxico, venenoso ou contaminado por residuos químicos. Só o controle biologico pode identificar a presença de fungos, bactérias e parasitas advindos de armazenamento impróprio, negligente ou colheira inadequada. E a qualidade daqueles produtos, frutas e legumes especialmente, produzidos na beira de estradas movimentadas?

Todo agricultor sabe que o solo adequado e o tempo de colheita determinam a concentração dos princípios ativos naturais, assim como os antioxidantes das plantas. O café é um excelente exemplo: a demora na colheira modifica o sabor e a consistência. Muitas das marcas de café brasileiro vendidas nos EUA não tem cheiro nem sabor. Isso acontece também com frutas importantes como manga, melancia e produtos derivados de açai. Os importadores já fizeram as modificações para ganhar mais dinheiro… Cheiro e saber são sinais de qualidade dos produtos. Ausencia de cheiro na manga é sinal de que ela não é mais…

É fundamental a identificação das plantas (nome científico), o domínio do manejo, o conhecimento técnico sobre produção, secagem, armazenamento, embalagem do produto final, exposição a temperaturas e mudanças climáticas etc. No Brasil e em qualquer outro país de largas dimensões territoriais, o nome das ervas e plantas pode mudar de região para região. No Brasil, a população geralmente confunde tumérico, curcuma, diferentes raças de gengibre e o assafrão, não-nativo no Brasil. Assafrão é um filamento extraído das flores dessa planta, bem rasteira e de difícil cultivo, por isso é muito caro. Não é raiz.

Nas cidades pequenas é mais fácil controlar a origem daquilo que compramos mas nas grandes isso fica mais difícil. Portanto, a população deve se acostumar a verificar tudo o que está escrito nas embalagens e checar o produto interno com frequência. Nunca é tarde para plantas nossos chás no quintal, sem adubos. E criar vínculos comerciais com produtores honestos, famílias produtoras, verificar sitios do governo e pressionar vereadores, prefeitos, deputados e senadores, inclusive aqueles que saem do Brasil para pedir a governos estrangeiros que taxem os produtos brasileiros.

A alimentação é quem determina o nível da nossa saúde e longevidade. A gente é o que come e o que bebe. Alimentos contaminados espelham seus venenos pelo nosso sangue. Na correria do dia-a-dia essa fiscalização pessoal sobre os alimentos é muito difícil. Mas, comer bons alimentos pode significar pouca ou nenhuma visita a centros de saúde e hospitais. Além disso, uma vida boa.

joacirpsi@gmail.com

28/08/2026

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