Por José Joacir dos Santos. Fotografia da coleção particular do autor.
Essa não é uma descoberta da nova neurociência. Um breve mergulho nos cânones das religiões mais antigas ou mesmo nos livros apócrifos da Bíblia você vai perceber que entre as inúmeras novidades psicológicos dos ensinamentos do mestre Jesus está a repetição de palavras boas, positivas, aquilo que chamamos de oração. No outro lado cultural do mundo, onde a influência cristã chegou, embora acanhada, depois da crucificação e ascensão do Mestre, esse conhecimento já fazia parte da cultura de muitos povos, inclusive com a ajuda dos múltiplos caminhos da rota da seda, o que chamamos de mantras. Há infindáveis registros históricos em lugares, montanhas e cavernas do planeta inteiro de símbolos utilizados para a repetição, a meditação, a oração, os mantras. Esse conhecimento é muito antigo. A repetição de mantras e orações positivas traz a abaundâcia, a felicidade, a estabilidade emocional/espiritual. Já o conteúdo negativo traz o negativo e perverso.
Em 13 de maio de 1917, quando a Senhora de Fátima começou a aparecer aos três pastorinhos portugueses, respeitando a idade das crianças, aquela senhora ensinou que rezassem, repetidamente, e lhes mostrou o que chamamos de terço. Já o apóstolo Bartolomeu, que testemunhou, nesta vida, todos os atos de Jesus, inclusive aqueles realizados após a crucificação, como o dia em que o mestre apareceu para as mais de 500 pessoas fisicamente reunidas (o dia da ascensão), deixou em seus registros a recomendação da repetição como caminho de cura, do fortalecimento emocional e mental.
A neurociência dmite que tanto o cérebro humano como o de alguns animais aprendem por repetição. Os gatos decoram todos os passos, hábitos e horários de seus tutores. Tudo o que é dito, falado, repetido, ensinado ou mesmo o que estiver ao alcance do nosso cérebro, como as propagandas subliminares, fica registrado. O código genético traz a gravação da história dos corpos das famílias, de tudo o que foi pensado, dito, imaginado, ensinado, aprendido, visto.
Hoje em dia podemos ir mais além. Uma das camadas energéticas do nosso corpo físico chama-se corpo espiritual porque carrega o espírito eterno, originário de muitas vidas passadas, desde o início dos tempos, e esse conhecimento não depende da crença religiosa ou ideológica. As crianças especiais, como aquelas que aos quatro anos de idade tocam peças de piano de compositores que já se foram, são hoje exemplos vivos de que a reencarnação existe para os que creem e os que não creem porque nem tudo no universo pertence a religião, mas, sim, à história humana, criada e programada para existir independentemente dos seres humanos – que vai além dos achados ideológicos ou religiosos.
Por que adultos têm saudade da comida dos pais ou avós? O cérebro não deixa passar nada, grava tudo, sem julgamento do que é certo ou errado. Há crianças capazes de recordar assuntos que foram ventilados quando elas estavam ainda na barriga da mãe, isto é, todas as conversas e atos, de amorosos ou violentos, que aconteceram ao redor da mãe grávida e, também, daquilo que a mãe processou no seu corpo emocional – a vida diária dela e de todos que estavam com ela. Por isso que os bebês já nascem se recusando a ficar nos braços de uma pessoa ou outra da própria família.
Quem ainda não acordou remoendo um assunto ou até uma música que não para nunca? Nossos órgãos internos continuam na sua agenda vital mesmo enquanto dormimos, o relógio biológico. Os acontecimentos do dia podem provocar a falta de sono ou fazem a pessoa ficar rolando na cama sem dormir. Todo esse conjunto de coisas influencia nas atividades cerebrais. Uma comida ruim afeta os fios energéticos (meridianos) do corpo inteiro. Uma bebida exagerada ou mais negativa que positiva, é capaz de perturbar os meridianos. Um ambiente carregado, pesado. Tudo é integrado, até o que não desejamos.
As atividades profissionais também exercem forte influência naquilo que o cérebro humano armazena, e até seleciona, devido a repetição dos acontecimentos. Quando você diz uma palavra ou mesmo gosta muito de uma coisa que acabou de ver o cérebro não só grava, mas coloca aquela informação no seu campo emocional do prazer. O caminho do ódio é igual. Já sabemos que as pessoas que xingam muito, falam palavrões, recitam palavras maldosos, fofocam e tudo o que for do gênero acaba recebendo tudo de volta no seu próprio campo emocional. O cérebro grava e não faz a distinção de que a intenção foi para atingir outras pessoas.
A psicologia oriental, que vive ainda nos templos e monastérios ou na realidade das pessoas de grandes cidades como Kioto, Toquio, Xangai ensina a mesma coisa: a repetição de atos e palavras positivas é essencial para a nossa saúde física, mental, emocional e espiritual – nada se separa. Por que essa atitude é capaz de exercer forte influência no corpo físico? Por causa de um processo chamado psicossomatização. Tudo o que pensamos, falamos, vemos, sentimos, ouvimos, repetimos é processado pelas nossas sete camadas corporais visíveis e invisíveis, sutis e físicas. O que não é harmonioso vai provocar doenças, mais dia, menos dia. De repente a pessoa adoece e não se recorda do que fez com seus pensamentos ao longo da vida.
Normalmente a doença se instala no campo energético (aura) próximo às camadas energéticas dos corpos sutis. A velocidade com que esse processo ocorre varia de acordo com o estilo de vida do indivíduo. Hoje os hospitais já abrigam jovens e crianças, com câncer, que é uma doença típica de psicossomatização ou da herança genética desequilibrada (filhos de drogados, por exemplo). Há outras formas de instalação das doenças, por influência energética externa. Veja meu livro “Abuso Sexual Espiritual é Real”, sobre vampirismo noturno.
Budismo, Islamismo e Catolicismo têm a ferramenta do terço, que recebe diferentes nomes de acordo com a religião (mala, rosário, terço), mas o efeito/objetivo é exatamente o mesmo: a repetição. Mesmo as orações ou mantras criados por nós mesmos e repetidos todos os dias ou várias vezes ao dia são fundamentais para direcionar o nosso cérebro a trabalhar a nosso favor, positivamente, em prol da nossa saúde.
Muito cedo, nos meus verdes anos da juventude, aprendi que tudo o que desejamos fortemente, com a força do nosso cérebro, se realiza. Ao longo da vida esse entendimento se provou verdadeiro. Hoje recorro a esse conhecimento para desviar o meu cérebro quando ele começa a repetir coisas que não desejo ou que me prejudicam, inclusive para limpar da cabeça memórias ruins e negativas de pessoas, lugares, acontecimentos, sonhos, pesadelos, inveja dos outros e maldade alheia dos olhares e feitiços. Todos nós transmitidos pensamentos para outras pessoas, uns tem mais força, outros menos. Rezo, rezo, repito, uso a mala, o rosário, a invocação aos espíritos bons e do bem, que trabalham pelo bem do universo, pela paz, da nossa vida fisica, mental, emocional e espiritual. Até Jesus disse que orava ao pai todos os minutos da sua preciosa vida. Médicos, terapeutas, todos estamos debaixo das mesmas estrelas. As obrigações da humanidade para com o bem não dependem da posição política, social ou religiosa do indivíduo. Todos somos responsáveis pelo bem-estar humano, pela paz. A guerra só destrói.
Não adianta você ir `a igreja, cantar, rezar, louvar e voltar para os velhos hábitos direcionados a prejudicar pessoas, mentir, espalhar o ódio. Levantar falsos testemunhos, maldades, maledicências; contribuir com grupos da maldade, da criminalidade, aqueles que promovem os desentendimentos políticos, ideológicos, as guerras, trabalham para o próprio umbigo iludindo o povo. Tudo voltará para você um dia. É o seu cérebro criando e movimentando energias, quer você tenha consciência disso ou não. É você e a você será cobrado pelo universo. 16/08/2025