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Simbolismo das estátuas e pinturas espiritualistas

Outros Assuntos/ Psicologia e Psicossomática/ Vidas Passadas/ Xamanismo

Por José Joacir dos Santos

Quem não conhece a expressão  “assim na terra como no céu”? Antes da Bíblia, ela já existia há séculos nas comunidades mesopotâmeas. No budismo é muito fácil de se entender essa frase porque a natureza daquela filosofia de vida é usar o simbolismo para ser bem didática, acessível, fácil de ser replicada. Você pode não saber nada sobre o budismo, mas numa viagem a Kathmandu você aprende muito rapidamente porque naquela cidade nepalesa existe um templo em cada esquina e todos eles apresentam estátuas ou pinturas com os seus significados e símbolos – inclusive multiculturais.

Geralmente as entidades apresentam nas mãos a simbologia de suas vidas, missões ou conexões espirituais ou espiritualistas. Ao observá-las, você pode se direcionar às entidades que demonstram lidar com tais qualidades, entre as quais você está carente naquele momento da sua vida. O catolicismo copiou isso até certo ponto. As religiões das matrizes africanas também são ricas em simbolismo. O universo inteiro se comunica por símbolos. O símbolo que a facilidade de se conectar com os nossos corpos mental, emocional e espiritual. O médico Carl Jung revolucionou a simbologia ao definir o símbolo como entidade viva, que expressa conteúdos psíquicos do inconsciente coletivo.

Naqueles templos em Kathmandu damos de cara com entidades que transcendem religiões e que nos proporcionam leituras bem fáceis de suas mensagens. No mundo ocidental, o Arcanjo Miguel, que não pretence a religião alguma, mostra sua aura nas cores azul (a força divina), rosa (o amor) e dourada (a sabedoria divina, o sol central), que são, também, as cores da chama trina do coração, a sentela que nos conecta ao Criador. A chama trina transcende as religiões. Pode e deve ser invocada para fortalecer os nossos sete corpos, físico e sutis.

Um detalhe importante no simbolismo budista é o número de braços com que algumas entidades aparecem em estátuas, pinturas e tankas. Quatro braços representam amor-bondade, compaixão, alegria empática e equanimidade. Demonstram o progresso espiritual que a entidade já alcançou na hierarquia universal e que usa nas suas atividades. Seis ou oito braços representam a maestria sobre os venenos da mente: ignorância/ilusão; ganância/apego; aversão/raiva. Esses venenos são alimentados por quatro pares de opostos que escravisam a mente humana: Prazer – buscar obsessivamente a satisfação imediata; Dor – o medo paralisante do desconforto físico ou emocional; Ganho – o apego ao acúmulo de bens, dinheiro ou conquistas; Perda – o sofrimento e o desespero ao perder o que possui; Elogio – a dependência do reconhecimento e das palavras doces dos outros; Censura – a fúria ou depressão causada por críticas alheias; Fama – desejo de ser popular, importante ou bem-visto socialmente; Insignificância: – o pavor do esquecimento ou da rejeição social.

Dentro dessa filosofia aparece a entidade que materializa 1000 braços. O que ela quer dizer com isso é que atingiu o estágio do olho que tudo ver, o amor incondicional, a compaixão. A entidade é Kuan Yin ou Avalokiteshvara, que também exibe mil braços e mil olhos. Na medida em que o tempo passa, Kuan Yin se torna conhecida em todos os quadrantes do mundo terreno e das dimensões espiritualistas. Ela também atingiu ao nível de compaixão suficiente (onisciência e onipresença) para não pertencer a religião alguma, embora seja venerada por muitas delas. Há muitos seres maravilhosos nesse caminho. Kuan Yin e Nossa Senhora são,  hoje, neste momento, extremamente dedicadas ao nosso planeta e a outras caláxias.

Muitas das entidades mais graduadas e evoluídas no mundo espiritual  aparecem em vários lugares ao mesmo tempo e se mostram de acordo com a necessidade do lugar ou das pessoas daquela comunidade. Fátima, por exemplo, aparece com ou sem o rosário como apareceu em Portugal. Mesmo assim, ela sempre pede que rezem o terço porque ela sabe que a repetição proporciona a materialização da oração que rezamos. Assim, é preciso respeitar tudo aquilo que as entidades celestiais evoluídas querem que a gente perceba, veja e aja de acordo. Por que tudo está assim na terra como no céu. O que varia é a hierarquia e a graduação do olho que observa.

joacirpsi@gmail.com

em 06/08/2026

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