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Terremotos estão mais frequentes

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Por José Joacir dos Santos

Quem nunca vivenciou um terremoto não tem a menor idéia do que é sentir o mundo abaixo dos seus pés balançar e você esperar para ver se os prédios ao redor vão desmoronar. É horrível, mesmo naqueles mais brandos, entre 4 e 6.0. Os piores são os que atingem mais de seis. No grau 7, tudo começa a cair, inclusive prédios e casas que não foram construídos com técnicas anti-terremotos. Japão e Indonésia são os pioneiros na Ásia em construir prédios com prevenção, mas isso não evita os estragos e as mortes. Uma complicação a mais são as maremotos, produzidas quando o epicentro é no mar.

De acordo com pesquisa na internet, de janeiro a agosto de 2026 ocorrem milhares de terremotos em escala moderada, com 7 na magnitude 7 em diante (inclusive na Venezuela, México, Colômbia e Filipinas). A média anual global é de 20 mil, sendo 55 por dia. No momento em que escrevo este artigo, ainda não dá para saber a magnitude do desastre que ocorreu na fronteira Nepal-Tibete, em 26 de agosto de 2026, com centenas de desaparecidos, incluindo estrangeiros. A imprensa diz que ocorreu terremoto, chuva intensa, deslizamento de terras, rompimento de rios e avalanche, tudo de uma vez. Aquela região entre Tibete e Nepal é de difícil acesso para qualquer coisa, mesmo quando não está ocorrendo nada. Imagine com um desastre desse tamanho. Já nas primeiras horas do dia 26, mais de 600 pessoas já eram dadas como desaparecidas.

Há que se lembrar que haviam previsões desses desastres no decorrer de todo o ano de 2026 como parte da transição energética.  Microssismos e terremotos moderados (magnitude 2,0 a 4,9) ocorrem quase diariamente, às dezenas, em toda a América Central e do Sul. Terremotos significativos (magnitude 5,0 ou superior) são monitorados frequentemente ao longo das placas tectônicas de Nazca, Cocos e Norte-Americana. Grandes terremotos (magnitude 7,0 ou superior) exemplificados por eventos como o terremoto de magnitude 7, ocorrido ao largo da costa de Chiapas, no México, em 17 de julho de 2026. A população de Manaus sentiu o terremoto Venezuelano. Prédios e casas tremeram. Na região amazônica, como no resto do Brasil, casas e prédios não foram construídos para aguentar terremotos. Toda a fronteira do Brasil com quase todos os países na América do Sul está vulnerável a tremoros. Minas já registrou tremores. A engenharia brasileira precisa começar a se preocupar com isso, não se sabe o que vai ocorrer daqui para a frente, no calendário da transição energética da terra, em curso.

Já passei por vários terremodos, de moderados a mais de 7.1 e não desejo isso para minguém. Dois deles, de mais de 7.0 aconteceram na Indonésia. Via pela janela os prédios enormes balançando enquanto me equilibrava para não cair no décimo-quarto andar de um prédio. A sensação era a de que não iria parar nunca. Que tinha chegado a minha hora de morrer e pronto. Quando tudo para, você só quer correr para chão firme.

Presto a minha solidariedade a todos os que estão sofrendo as consequências de terremos e envio as minhas orações a todos aqueles que faleceram ou que vierem a falecer. Que Deus tenha compaixão de todos nós. Que a transição energética seja a mais leve possível.

joacirpsi@gmail.com

em 26/02/2026

 

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