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Você fala enquanto dorme?

Medicina Oriental/ Psicologia e Psicossomática/ Vidas Passadas/ Xamanismo

Por Jose Joacir dos Santos, fotografia da coleção particular do autor

Inúmeras pessoas falam enquanto dormem, inclusive pré-adolescentes e adolescentes. Pode ocorrer em qualquer idade, inclusive idosos. A ciência define esse fenômeno como sonilóquio e acredita que ocorre entre as fases no sono. Uma noite bem dormida é sinal de que o indivíduo está bem consigo mesmo, não está acometido de estresse nem problemas sérios de saúde. A ciência diz que o sono é dividido em 4 a 6 ciclos, com duração de 90 a 120 minutos.

Há pessoas que têm o sono afetado pelo uso de cafeína, bebidas alcoólicas, drogas ilícitas, interações negativas com outras pessoas durante o dia, ataques espirituais, preocupação com as coisas da vida. Bebês tendem a dormir muito e idosos a dormir pouco, mas isso não significa que não estão bem. É o corpo quem dita a necessidade. Dormir demais pode ser sinal de depressão. Pessoas mais sensíveis podem acordar facilmente com qualquer barulho ou não conseguir dormir com a luz do quarto acesa. Há medicamentos que atrapalham o sono e há outros que induzem ao sono sem a necessidade do corpo.

As falas das pessoas enquanto dormem nem sempre são entendíveis. As vezes parece que a pessoa está chorando, gritando ou murmurando sons não compreensíveis. Há os que falam em outros idiomas. Pessoas muito médiuns podem brigar, fazer gestos e até bater em quem estiver dormindo ao lado. Podem responder perguntas de quem estiver no mesmo local, na mesma hora. Estão profundamente envolvidas no que estão sonhando. Devido a mediunidade ou ao desenvolvimento espiritual, essas pessoas possuem o dom de ter os sete corpos interagindo em todas as ações da vida, tanto acordadas quanto dormindo. Há pessoas que caem da cama ou se movem bruscamente onde estiverem dormindo porque estão em plena atividade nos ciclos do sono.

Estudos sobre os chamados distúrbios do sono ainda não avançaram muito, especialmente pelas limitações ideológicas e anti-espiritualistas da ciência, que ainda não se desconectou da balança, do hábito improdutivo de tentar medir e pesar tudo que não compreende. Imagine como seria medir um sonho. Máquinas como aquelas do cardiograma podem até medir os impulsos sanguíneos do cérebro, mas não alcançam o conteúdo dos sonhos. A ciência só consegue enxergar o lado físico dessa medição. E isso não ajuda muito. Conhecida minha visitou especialista em sono, chegou a dormir uma noite no laboratório da clínica e no final o médico queria receitar remédios. Essa pessoa é conhecida, desde a infância, de interagir com outras esferas e até com espíritos enquanto dorme. É um dom, e isso não é passível de medição.

Acompanhei a história de adolescente que aqui chamo de Carmem. Negra, ela foi adotada desde bebê por uma família branca. Entre cinco e seis anos de idade, sofreu um acidente doméstico em cidade do interior. Os médicos que atenderam a criança no pequeno hospital apenas se limitaram a colocar paliativos sobre o ferimento da cabeça. Aos oito anos, a criança era visivelmente deficitária. Havia um atraso nas respostas cognitivas. Ela não conseguia acompanhar os colegas na sala de aula.

O pai foi quem insistiu na adoção. A mãe, resistiu à adoção desde o início e a criança passou a ser cuidada mais pela funcionária doméstica que pela mãe adotiva… Quando a criança passou a ter problemas na escola e na vizinhança, a mãe decidiu que a criança deveria ser entregue para adoção. Os impedimentos legais não permitiram a devolução da criança. Família amiga concordou em ter a guarda da criança. Logo no início, na nova casa, a família adotante percebeu que a criança sofria de sonilóquio. E isso se intensificava quando ela era obrigada a enfrentar adversidades, como a nova escola, os novos vizinhos, a nova família. Depois de enorme périplo médico, a família decidiu colocar a criança na natação e em escola de artes marciais. Houve uma melhora imensa, mas ela nunca deixou de falar ou emitir sons indecifráveis enquanto dormia.

Outro caso é o de uma senhora com mais de 60 anos. Ela disse que teve que dormir em cama separada a vida inteira por causa dos sonhos intensos que prejudicavam o sono do marido, que acordava até duas vezes na noite por causa dos sonhos dela. Ela mudava de posição na cama e voltava a interagir com pessoas em seus sonhos. Também acordava sozinha com a violência de algumas interações. Chega a lembrar de tudo e até dos nomes das pessoas e de lugares que interagia, quase sempre desconhecidos. Adquiriu o hábito de fazer orações antes de dormir e as vezes conseguiu passar uma noite inteira sem aqueles sonhos.

Um conhecido meu se engasgou enquanto comia, nos Estados Unidos. Apavorados, os colegas de trabalho chamaram o serviço de ambulância. Foram nove minutos entre o trabalho dele e o hospital mais próximo. Ao chegar no setor de emergência do hospital, como sempre, os atendentes passaram a interrogar e a preencher formulários para pagamento das despesas enquando o meu conhecido agoniava engasgado. A enfermeira o legar para tirar radiografia do tórax. Nesse momento o meu conhecido se lembrou de rezar e colocou nas orações toda a sua atenção e força. De repente sentiu o engasgo descer. A enfermeira agora queria leva-lo para fazer ultrassonografia e exame de sangue. Eles não conseguiam focalizar no motivo principal da emergência que era o engasgo. Sentindo o alivio e respirando melhor, meu conhecido informou à enfermeira que estava indo embora por conta própria. Foi obrigado a assinas seis página para dizer que não queria mais ser atendido. Essa situação é recorrente nos Estados Unidos, onde não há sistema de saúde como brasileiros INSS. Tudo é pago e é sempre uma fortuna. Só a ambulância, por 9 minutos, custou 2.300,00 dólares… Meu conhecido saiu andando do hospital.

De um modo geral, não chega a ser um problema falar enquanto dorme. O indivíduo precisa enfrentar isso fazendo terapia, até conseguir admitir que é um dom a mais que nasceu com ele. Pode até adquirir o hábito de escrever o que aconteceu em cada sonho. Em alguns países, a chamada medicina do sono parece estar avançando, mas, outra vez, as máquinas tendem a dominar o cenário e acredito que o caminho não é somente máquinas. Há que se estudar a interação espiritualista de cada indivíduo, demonstrada na bíblia, no alcorão, dos livros budistas e de todas as demais religiões e seitas existentes neste planeta. O ideal é procurar profissionais da saúde que tenham abertura para a neurociência e a espiritualidade. Do contrário, a fixação por pesar e medir perpetuará.

 

joacirpsi@gmail.com, em 30/05/2026

 

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