Centro Oriental Kuan Yin

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É preciso recaptular que a medicina tibetana, uma das raízes da Medicina Oriental, é baseada nas tradições Bör, no conhecimento de várias tribos himalaias e do xamanismo oriental milenar que é anterior ao Budismo. O Budismo, com sua psicologia e filosofia, quando chegou ao Tibet já havia uma sociedade organizada, evoluída, com sólido entendimento que o ser humano é composto de mente, emoção, corpo e espírito. Portanto, a doença resulta do desequilibro do todo holístico, inseparável, isto é, para a doença se materizalizar há todo o processo de estabelecimento do desequilíbrio mental, emocional e espiritual. As iniciações estão inseridas dentro desse contexto do ser integral, que hoje chamamos no Ocidente de ciência psicossomática. Portanto, para todo ritual tibetano há uma iniciação. 

A iniciação da Tara Verde (Green Tara em inglês, Dölma em tibetano) é simples, rápida e deve ser ministrada por um monge já iniciado, de certa hierarquia dentro do Budismo, em ambiente propício. É preciso haver uma motivação, isto é, não se faz por fazer ou para dizer que já fez. O monge, que passou por várias iniciações específicas, conduz a uma visualização das várias cores que a energia de Tara se manifesta: branca, verde, azul e vermelha. Toda vizualização nos conduz para dentro do contexto dela. Feita a visualização, recita-se o mantra da iniciação, como se fossem códigos de uma senha de computador. Acessado o código, a iniciação começa – e inclui um chá especial, o qual foi submetido a outros rituais de cântico e repetição de mantras. Reza-se, então, o mantra da Tara Verde. A iniciação tem efeitos imediatos e temporários, isto é, ela libera dos obstáculos temporários mas requer que o iniciado se esforce para desprogramar os obstáculos enraizados. O benefício final é a iluminação celular no lugar na escuridão das programações de medo.

O meu mestre na iniciação da Tara Verde foi o Lama Mingyur Rinpoche. O mestre Rinpoche diz que “quando a gente está desequilibrado, a mente fica tensa. Com o tempo fica rígida”. Essa rigidez fixa as programações negativas. Quanto mais tensa a mente ficar mais dificuldade para lidar com os problemas da vida e se relacionar com as pessoas. A rigidez também dificulta você se reconhecer como você é. Você se olha e não se vê. Você se atrela a pessoas e seus problemas pensando que assim você está se encontrando. Dessa forma o novelo da linha da vida fica mais embaraçado. Quando a mente está equilibrada você se reconhece como um ser integral, parte do universo e vê com clareza as suas qualidades positivas assim como as negativas que precisa soltar, liberar. Quem está preso nos círculos de desequilíbrio se fere facilmente.

Para soltar uma tensão, um nó, uma rigidez você tem que reconhecê-la, verificar as suas proporções que ela lhe afeta e retomar o seu controle sobre o ser universal e eterno que você é. “Você precisa de conhecimento e sabedoria para reconhecer o que bloqueia a sua mente”, diz o mestre Rinpoche. É preciso estar livre das tensões mentais para poder viver e reconhecer o momento presente e assim desfrutar da atual vida com intensidade. Uma forma de liberar a tensão mental, que afeta a emoção, o espírito e posteriormente o corpo é a meditação. Através da meditação você relaxa e com isso desbloqueia, quebra os obstáculos que lhe fazem viver na vibração do medo. Meditar não é sentar, cruzar as pernas e cochilar. Meditar é sentar de maneira confortável, soltar toda a musculação ao mesmo tempo em que respira e expira profundamente, deixar o olhar se perder no horizonte e liberar a mente de qualquer pensamento. Não é necessário fechar os olhos para meditar, embora algumas pessoas se sintam confortáveis fazendo isso.

Depois da iniciação, assim como outras práticas, a gente dedica esse momento a todos os seres para “aliviar o carma temporário e os obstáculos”. O Lama recomenda que após uma iniciação a gente ofereça o próprio “mérito”. Cada prática de conexão com o universo a gente ganha créditos, que os budistas chamam de mérito. O Lama diz que “não há diferença entre a essência de Buda e a nossa”. Então, a gente se refugia em Buda para elevar a consciência da nossa essência. Podemos nos refugiar em coisas temporárias como dinheiro, situação social, poder, mas tudo isso é temporário. Se por algum motivo eles mudam, então todo a sua energia de refúgio muda. Por exemplo, você se acha poderoso porque e ocupa um cargo político. Quando a situação política que lhe colocou no poder mudar, você poderá cair na desgraça. O Lama lembra as chamadas três jóias, os três tesouros budistas e aconselha a você tomar refúgio neles: Buda, Dharma e Sanga. Tomar refúgio em Buda significa respeitar todas as práticas, condutas e representações de Buda. O segundo refúgio é o Dharma. Dharma significa que você tem que praticar compaixão com tudo na vida, inclusive você e os outros na vida presente. Tomar refúgio em Sanga significa que você tem que ser o guia da sua própria alma, isto é, se reconhecer como um ser divino, vivenciar esse reconhecimento e honrar a sua alma eterna – que vem de inúmeras reencarnações até o presente momento.

Como manda as tradições tibetanas, no final da cerimônia os organizadores distribuíram frutas para os iniciados e os monges presentearam cada um com uma imagem de Tara e uma fitinha com um só feito ao som de mantras. A Tara Verde, como as outras três Taras, se manifesta de várias formas, mantendo a cor como elo de reconhecimento. jjoacir@gmail.com

Por José Joacir dos Santos

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