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Por José Joacir dos Santos, Psicoterapeuta

Basta uma olhada nos vídeos da internet brasileira que há uma lista de cantores, com vozes maravilhosas, ficando cada vez mais famosos e ricos graças à “sofrência”.  As letras das músicas expõem o sofrimento intenso dos assuntos emocionais mais banais como traição e briga de casais. E a leitura que o público faz disso, especialmente o feminino, é: é romântico sofrer! Na maioria nos shows, as mulheres cantam junto com o cantor ou a cantora, de olhos fechados, intensamente incorporando o sofrimento em suas células. Antigamente a sofrência vinha do samba carioca, que agora focaliza em sexo. Esses shows atraem multidões. A submissão a essa frequência energética é uma garantia da aquisição e formação de vários tipos de câncer — as doenças psicossomáticas.

O pano de fundo daquelas canções, que permeiam o estilo sertanejo, é a paixão desenfreada, cheia de dependência e codependência, as vezes violência. A dependência emocional é a necessidade excessiva de afeto, de ser amado. O dependente tenta obter esse afeto através de diferentes relacionamentos. O cantor Cazuza diz, em uma das canções, que “sou dependente do amor”. A pessoa perde o senso crítico e é capaz de atrair parceiros perigosos e situações que com probabilidade de devastar a sua própria vida, como as doenças sexualmente transmissíveis e até perdas materiais. O limite da dependência pode ser atravessado para o lado de codependência porque as doenças emocionais evoluem para outras frequências piores. Amor não combina com dor.

Muitas das canções sertanejas retratam a codependência. O codependente pode tornar-se necessário e útil para assim conquistar alguém na mesma frequência de problemas. A pessoa sabe que o parceiro trai, bate, é violento, usa drogas, rouba, é assaltante, tem outros relacionamentos, mesmo assim aceita que o parceiro retorne, nem que seja por minutos, põe panos quentes na situação, leva para a cama e acredita que é o “amor da minha vida”. O “amor” vai embora e assim o ciclo do sofrimento se repete indefinidamente. Mas a pessoa acredita que vive um amor intenso,  quem sabe “a alma gêmea”, que pode até ter ramificações com uma vida passada. Quem sabe eu fui Cleópatra e ele foi Marco Antônio, que dormia uma noite com ela e na outra com os escravos homens dele ou dela. A carência pode passar de afetiva para dolorosa: “Sem você eu não sou nada”. “Volte outra vez que eu coloco bonina na rede”. Dalva de Oliveira morreu de câncer….

Tudo poderia ser simplesmente música sertaneja se a junção entre corpos físicos, emocionais, mentais e espirituais soubesse selecionar, mesmo contra  a vontade do proprietário do corpo, o que é saudável e o que é doentio. Mas essa tarefa não é uma obra de caridade de fora para dentro nem muito menos de uma entidade espiritual poderosa: é da alma que reside no corpo. Todas as decisões tomadas pelo livre-arbítrio têm um preço. O processo psicossomático não entende o que é bricadeira. Por mais luzes que a produção dos shows possa produzir, a escuridão do pensamento negativo da sofrência vai recarregar aquelas almas como um celular chinês de baixa qualidade viciado em eletricidade. E não é só o público que é recarregado com esse turbilhão energético negativo! Toda a produção envolvida, os músicos e os cantores também o são — e quem mais que tiver no mesmo raio de ação do show.

Em um dos shows da cantora Marilia Mendonça, que tem uma voz maravilhosa, ela dirige-se para o público e diz, ironicamente: “neste show é proibido vomitar e chorar”. Em seguida convida a audiência para “começar a sofrência”. E o público delira. Canta com ela todas as canções, fazendo ondas com as mãos, cada pessoa com um celular na mão, filmando. O espetáculo parece lindo se não fosse trágico. Parece uma paixão arrebatadora e a cantora tem todo o domínio. Em outro momento, ela queixa-se de “dor nos joelhos”, um claro sinal de que o conteúdo negativo do ambiente da sofrência materializa-se na doença. O corpo dela não parece esbelto naquele vídeo, mas isso não é uma surpresa: a sofrência causa obesidade. As pessoas que vivem sob a influência da energia do sofrimento tornam-se obesas, ficam vulneráveis a problemas sanguíneos, ósseos, musculares, mentais.

A sofrência contamina. Nove entre dez das estações de rádio do país, adeptas a esse estilo musical, não tocam outra coisa. As gravadoras ficam milionárias e incluem nas gravações de MP3 os gritos e choros da platéia. Mal dá para se ouvir os instrumentos. Há cantores que são até proprietários de aviões. Se ampliarmos o leque, veremos que há uma farmácia em cada esquina, destinada ao futudo, não muito longe, das pessoas que vivem na baixa frequência do sofrimento e de tudo que vem junto: ódio, rancor, culpa, raiva, medo, sentimento de inadequação, menos valia, etc.

“Amei demais…”, é o título de outra canção, na qual amor é confundido com dor e sofrimento. A codependência é também um retrato da confusão entre amor e sofrência. A pessoa que sofre de codependência é como o pai, policial, que descobre que seu filho assalta nas ruas e encobre tanto a situação quanto o produto do roubo, achando que está fazendo isso por amor, para proteger o filho. O codependente vive a vida do outro, torna-se incapaz de discernir entre a luz e a escuridão, amor e carência, culpa e medo, etc. Desenvolve outras patologias emocionais como ansiedade, insônia, dificuldade de concentração. Torna-se obsessivo. Fica vulnerável a obsessores espirituais e à vampirização.

Quem tem uma história de falta de amor na família pode precisar de ajuda profissional para aprender a detectar carências afetivas, dependência e codependência. A falta de amor na família sanguínea pode reinar por gerações seguidas e qualquer um pode renascer na mesma família sofrida ou em outra família com a mesma frequência genética do sofrimento. O amor não dói, não bate, não mata, não acoberta erros nem crimes, não obseda, não vampiriza, não cria dependência nem entra na frequência energética da sofrência. É como aquela velha canção, “o amor é o fogo que arde sem doer”. A pessoa acometida por qualquer dos matizes da sofrência deve procurar tratamento físico, mental, emocional e acima de tudo espiritual, porque a alma não foi criada para residir em corpo doente.

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